| Observações feitas na China sobre o
tratamento de viciados em heroína, ópio
e outras substâncias entorpecentes,
através do uso de sucessivas
aplicações de agulhas de acupuntura,
levaram alguns médicos franceses
chefiados pelo Dr. A. Grobglas a
pesquisar este tipo de terapia para
viciados em outras substâncias que
causavam dependência física, como a
nicotina. Ao invés de sucessivas
aplicações de agulhas durante algumas
semanas, os pesquisadores pensaram num
método de estimulação dos pontos de
acupuntura que pudesse permanecer no
local por um certo período de tempo,
produzindo o mesmo efeito que as agulhas.
A equipe médica francesa do centro
hospitalar "Henri Mondor",
próximo de Paris, criou então um modelo
de estimulação constante, por um
período definido de tempo, utilizando um
fio cirúrgico. Esta técnica
terapêutica utilizou um conjunto de
pontos de acupuntura localizados no
pavilhão da orelha, introduzido na
França em 1973 (La Nouvelle Presse
Médicale). Seus resultados foram
tão bons, que passou a ser utilizada em
vários países da Europa inclusive, na
rede previdenciária.
A auriculoterapia, com o ponto na
orelha, foi introduzida no Brasil por F.
Marat em 1976, através do Instituto
Marat, centro especializado no
tratamento contra o tabagismo, o primeiro
e único do gênero na América Latina.
Seus resultados mostraram índices de
sucesso de 70% (Jornal Brasileiro de
Medicina - 1980).
Após 35 anos de
prática tratando fumantes com o ponto na
orelha e muita pesquisa, F. Marat
desenvolveu uma nova técnica, diferente
da auriculoterapia e da própria
acupuntura, com índices de sucesso ainda
maiores. Este método é exclusivo e
sendo não invasivo, dispensa os
curativos diários necessários com o uso
da técnica do ponto cirúrgico.
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