- Piteiras e filtros (Phasis): simplesmente limita a inalação (entrada no pulmão) do alcatrão do cigarro, não evitando a entrada da nicotina, que é a substância causadora da depêndencia. Ou seja, o fumante continua dependente do cigarro.
http://www.filtrosphasis.com.br/
- Bochechos à base de "nitrato de prata": que alteram o gosto do cigarro, porém são consideradas substâncias cancerígenas. Outros produtos provenientes de substâncias naturais (?) pretendem tornar desagradável o gosto da fumaça do cigarro durante sua inalação.
- Plano de 5 dias: terapia de grupo, com aconselhamento por psicoterapeutas, nutricionistas, sociólogos e médicos: método demorado, de pouca eficácia na maioria dos casos.
http://www.antifumobr.hpg.ig.com.br/r7.html; http://www.deixedefumar.hpg.ig.com.br/deixe_d_f.htm
- Hipnose dinâmica: apenas para pacientes susceptíveis à hipnose.
- Cigarros de baixos teores ou gadgets (cortam um pedaço do cigarro ou fazem micro-furos para aumentar a entrada de ar): diminuem a entrada de nicotina e alcatrão, porém o paciente acaba fumando um número maior de cigarros por dia.
No caso dos baixos teores, a inalação de folígenos e outras substâncias nocivas presente na fumaça do cigarro, acaba sendo em quantidade maior, devido ao maior número de cigarros fumados.
http://www.philipmorrisinternational.com/pages/por_BR/smoking/Quitting.asp
http://www.philipmorrisinternational.com/pages/por_BR/smoking/T_and_N_levels.asp
http://www.brasilmedicina.com.br/interno/pgcamp_t4s5.asp
- Outros métodos auxiliares (alarme que soa após um período de tempo limite entre dois cigarros ou técnicas de autosugestão): exige alta dose de disciplina e força de vontade do paciente, o que em muitos casos não é suficiente.
- Acupuntura tradicional através de repetidas aplicações semanais de agulhas, durante 4 a 6 semanas: sucessivos retornos ao consultório desmotivam o paciente durante o tratamento, com alto índice de desistência.
http://www.doctorneedle.com.br/doctorn/html/links.asp
- Raio laser ou infravermelho (introduzido no Brasil pelo Instituto Marat em 1983): Necessita de algumas aplicações e frequentemente aplicações de reforços.
http://www.actionlaser.com.br/actionlaser.php
- Goma de mascar (chiclete), pastilhas, comprimidos sublinguais ou spray nasal contendo nicotina (absorvida pelas mucosas oral, estomacal e intestinal): eliminam a inalação do alcatrão, mas o fumante continua dependente da nicotina, além dos possíveis efeitos tóxicos.
- Serviços antitabagistas de Instituições Hospitalares: Acompanhamento por médicos, psicoterapeutas, nutricionistas e sociólogos: na maioria das vezes, utilizam como tratamento a associação do antidepressivo com adesivos de nicotina. O método necessita de repetidas visitas ao ambulatório para acompanhamento, duas a três vezes por semana, durante alguns meses.
http://www.comoparardefumar.com.br/
http://www.inca.gov.br/tabagismo/
http://www.incor.usp.br/welcome.htm
- Adesivo de nicotina e Antidepressivos (Zyban, Pamelor, Aventil, Champix, NicVax), ver pergunta #6 e #07 da página inicial.
http://www.brasilmedicina.com.br/especial/card_t2s1s3.asp
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u4154.shtml
http://www.geocities.com/qpn_nicotina/dermico.htm
- Auriculoterapia - Ponto na orelha : Técnica introduzida no Brasil e aplicada exclusivamente por F. Marat durante 29 anos. Ao invés de repetitivas aplicações de agulhas durante algumas semanas, um único ponto cirúrgico permanece por um mês em uma das orelhas.
- Método auricular - Instituto Marat: Sem contra-indicações ou efeitos colaterais. O efeito é imediato. Este método vem substituindo o ponto na orelha por não ser invasivo e mais confortável para o fumante. Elimina a necessidade fisica do organismo em relação a nicotina, eliminando de imediato, as reações da síndrome de abstinência.
- Injeção antifumo ou injeção Cubana: Associação de injeções, com adesivo e comprimidos (soma de tranqüilizantes, neuroléptico, antipsicótico, anti-espasmódico, estimulante cardíaco e respiratório) durante algumas semanas. Na realidade, trata-se simplesmente de controlar as reações da síndrome de abstinência com o uso de um coquetel de potentes medicamentos.
http://www.fiomaravilha.com.br/assinaturas/03.09.05.htm
http://www.estadao.com.br/saude/noticias/materias/2005/set/05/96.htm
Snus: Tabaco sem fumaça: Tabaco moído, úmido, colocado entre a gengiva e a bochecha.
Ele é tão viciante como o cigarro (O Estado de São Paulo de 07 de outubro de 2007). Somente evita a inalação do alcatrão contido na fumaça do cigarro. Tem os mesmos inconvenientes do que o cigarro na esfera circulatória e na causa da dependência. Além de deixar os dentes escuros.
http://en.wikipedia.org/wiki/Snus
- Vacina para tirar o prazer de fumar: O termo vacina refere-se, em geral, a uma medida preventiva para se precaver de algo ruim ou prejudicial. Vacina não trata, não cura. Vacina é algo preventivo!
No caso dos jovens que ainda não estão fumando, a vacina pode ser entendida como algo para prevenir o vício, eliminando a sensação de prazer que o ato de fumar poderia provocar (se é que seu efeito é mesmo este). Hoje, os antidepressivos e "novos" remédios para parar de fumar tentam, na realidade, fazer o mesmo.
No caso de um fumante ativo, o prazer de fumar representa somente uma pequena parcela na causa da manutenção deste vício. Uma vez que as causas primeiras do tabagismo, além da dependência física adquirida pelos anos fumando, fazem parte de uma problemática bem maior, que se encontra na esfera emocional, ambiental, comportamental, familiar, profissional, social, cultural, além do próprio hábito mecânico e seus rituais. Portanto em nosso ponto de vista, após quase três décadas tratando de fumantes, podemos seguramente afirmar que uma vacina ou um remédio não podem ser eficaz neste contexto.
As pesquisas são muito embrionárias. Não se sabe ainda de forma certa se a vacina será injetável, ou como para os remédios contra o prazer, comprimidos em dose única, diariamente e até mesmo durante quanto tempo deverão ser tomados antes (para quem não fuma ainda), durante (para quem está fumando) e depois (para quem eventualmente parou de fumar).
Afinal para quem serve estes medicamentos, para quem pensa em começar a fumar, para quem fuma ou para quem já parou e está com saudades do cigarro de vez em quando? Confundiu-se a dependência e o prazer. Tratar de um desses elementos, não resolve o outro. São esferas diferentes.
Mas, sem dúvida, revela uma tremenda genialidade de marketing por parte dos laboratórios farmacêuticos, depois dos antidepressivos e da reposição de nicotina, uma vez que todos os fumantes procuram desesperadamente algo que os fará deixar de fumar. Sua credulidade está sendo usada de maneira irresponsável por instituições que se utilizam de sua aura de seriedade para impingir aos fumantes e aos médicos da área mais um milagroso remédio.
http://www.pfizer.com/pfizer/are/investors_releases/2005pr/mn_2005_1221.jsp
http://www.tabacozero.net/detalhes_noticias.asp?id_noticia=450
http://www.acompliareport.com/
http://www.pfizer.com/main.html
http://www.nabi.com/pipeline/pipeline.php?id=3
V. 310810
Index: Vacina contro o fumo, Piteiras e filtro Phasis, bochechos, hipnose, adesivos de nicotina, Snus, Auriculoterapia, acupuntura, terapia auricular, cigarro eletrônico.